quarta-feira, 11 de maio de 2011

Carta de Princípios

Em face das eleições que deverão expressar o nome de preferência de professores, técnicos administrativos e alunos para ocupar a Reitoria da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, apresentaremos os princípios que deverão reger as relações universitárias durante nossa gestão, caso sejamos eleitos. Este é o objetivo da Carta que se segue.
Primeiramente, queremos enfatizar que a participação e a colaboração de todos os que fazem parte da UEMS são fundamentais para o bom desempenho da instituição. A universidade caracterizasse como um ambiente democrático que reúne diferentes áreas do saber e múltiplas correntes de pensamento. Nosso pressuposto é o de que, para a mudança do quadro atual, é necessário definirmos um projeto para a UEMS, cujas intenções políticas sejam claramente compartilhadas por todos aqueles que almejam vê-la como uma universidade reconhecida e respeitada.
O ponto de partida deve levar em conta a localização geográfica privilegiada do próprio estado de Mato Grosso do Sul, que vem assumindo progressivamente o papel de elo econômico e cultural entre os principais polos do Centro-Sul brasileiro e da América Platina. Discutir a região de atuação da UEMS, portanto, é reconhecer que o regional se alarga para o âmbito latino-americano. Este reconhecimento determina profundas consequências para a pesquisa, para o ensino e para a extensão.
A pesquisa deve se focar sobre o regional entendido dentro dessa dimensão internacional. Além das possibilidades que abre de captação de recursos junto às instituições financiadoras internacionais, essa compreensão determina a realização de programas coletivos de pesquisa, assim como intercâmbio com instituições universitárias do Brasil, dos países vizinhos e dos principais centros científicos do planeta. Dessa forma, a produção do conhecimento se refletirá num futuro, que esperamos próximo, em melhoria da própria qualidade do ensino e dos serviços de extensão.
A qualidade do ensino, mais especificamente, só se concretiza quando a atividade didática não está limitada à mera transmissão de conhecimento disponível em manuais. A verdadeira investigação científica pressupõe uma reflexão crítica sobre a realidade e a formulação de sínteses mais consistentes sobre os objetos abordados. A boa instituição de ensino é, antes de tudo, uma boa instituição de pesquisa.
Em relação à extensão, o efeito positivo da pesquisa se revela na precisa apreensão das necessidades regionais e, consequentemente, na possibilidade de hierarquização das prioridades a serem atendidas.
A universidade deve se pautar pelo reconhecimento de que está inserida em uma realidade marcada por profundas desigualdades. Sendo assim, o comprometimento político com o social deve se traduzir como atuação que beneficie as classes e os segmentos populacionais mais carentes. Em especial, áreas como a educação e a saúde devem pensar a extensão como instrumento de compensação das desigualdades sociais. Essa diretriz implica também uma estreita cooperação que a UEMS deverá dinamizar com órgãos federais, estaduais, municipais, ONGs e movimentos sociais que atuam em Mato Grosso do Sul.
Como balizas para as redefinições que se impõem globalmente na UEMS, devem ser observados alguns princípios básicos:

1º. Deve-se proceder a uma incessante busca de realização plena da autonomia universitária, não somente no sentido administrativo e orçamentário, mas também na liberação de todos os setores da instituição daquilo que ainda oprime o ambiente universitário.

2º. Deve ser aprofundada uma atuação política que resulte em processo de democratização interna da UEMS, algo que vai além do exercício do voto por todos: professores, técnico-administrativos e discentes.

3º. A estrutura administrativa da UEMS deve perseguir o princípio de integração universitária, visando à superação do “localismo” e do “regionalismo” ainda imperantes. Isso deve ocorrer juntamente com a descentralização do poder, de forma a assegurar às unidades a possibilidade de elaborarem seus projetos de desenvolvimento de acordo com as suas peculiaridades, suas necessidades e seus recursos. A integração universitária viabilizará uma estrutura acadêmica mais flexível, que permitirá o aproveitamento adequado dos quadros especializados da instituição, sem duplicação de recursos, e a circulação dos alunos por conteúdos mais atualizados e relacionados com a futura carreira.

4º. Deve existir o reconhecimento de que a política universitária não pode ser hegemonizada por qualquer agrupamento político ou político-partidário. A universidade é o espaço do pluralismo e da tolerância. Nela devem ser assegurados o exercício e as condições favoráveis de produção a todos os profissionais e grupos efetivamente comprometidos com a realização das funções universitárias, independente de suas confissões e de seus compromissos políticos e teóricos.

5º. Deve ser realizada de forma permanente a defesa do ensino público, gratuito e universal, compromisso que traduz as aspirações das diferentes categorias da UEMS, bem como de suas entidades representativas: ANDES, FASUBRA e UNE.

6º. A política institucional na UEMS deverá ser expressão de trabalho sistemático e intencional de suas diferentes categorias, visando à consecução da elevação da qualidade de vida de todos os homens, em especial dos que residem em Mato Grosso do Sul.
Estes princípios gerais, aliados a uma prática orientada pelo compromisso e pela dedicação, contribuirão para consolidar a UEMS como instituição geradora e socializadora do conhecimento e fomentadora do avanço científico e tecnológico, em direção à excelência que todos desejamos, afinal, todos nós SOMOS UEMS.
Um forte abraço,
Fábio e Eleuza.

Um comentário:

  1. Um candidato para se tornar Reitor deve ter princípios. E Fábio e Eleuza são esses candidatos.
    Quem conhece sabe o que estou dizendo.
    Uma ótima campanha e que o caminho seja iluminado até a vitória.

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